Defender ou preservar?

 A organização moderna seja para seus movimentos de ordem interna ou em relação as suas conquistas no mercado, precisa estar imbuída sempre de uma reflexão do preservar.

Na guerra, defender está relacionado com a ação contrária ao ataque. O que nos remete a pensar em movimentos como de proteger (a si ou outros), impedir, proibir ou mesmo vedar. Existe um pensar estratégico no defender. Mas é um pensar egóico, nos identifica com nossas funcionalidades, mas, no entanto, também nos traz uma sensação de separação, de sofrimento e alienação. Quer dizer, é uma postura que nos suscita sofrimento. Já quando estamos tratando do preservar vemos que este movimento não nos separa da idéia do ataque, o que se procura é evitar um confronto direto de força bruta com o adversário. Se pensarmos que o defender é uma seleção de escolha que nasce pela incapacidade (e o é: há um reconhecimento de que a outra parte está mais bem preparada para a vitória), já no preservar a mesma escolha está sendo empregada por uma capacidade (e o é: há um reconhecimento que nossa razão está mais bem preparada ou pode se preparar melhor para a vitória). Nas artes marciais podemos citar como caminho um dos caminhos para atingir a preservação o Tai Chi Chuan, por exemplo. Muitos estrategistas militares tentaram resumir uma estratégia de sucesso em um conjunto de princípios. Os conceitos fundamentais para maioria das listas de princípios são: objetivo, ofensiva, cooperação, concentração (massa), economia, manobras, surpresa, segurança e simplicidade. Podemos observar que consciente ou inconscientemente, está segredado, cuidadosamente oculto da maioria das listas, uma posição mais efetiva de estratégia de não-combate. Acreditamos que isso esteja relacionado com o fato de que culturalmente o defender sempre foi ligado a uma visão de incapacidade de alcançar a vitória pelo confronto direto, logo uma estratégia dessa ordem obteve um valor de desprestígio sendo tomada apenas em situações caóticas. O que acarreta que não existe um pensar imbuído de refletir a reação e conseqüências no outro diante do nosso ataque. É como se a competitividade fosse um desses jogos unilaterais. Um fazer sem efeitos colaterais. É evidente, o mesmo se dá, e com muito mais agressividade, no interior da empresa. Para cada postura estratégica (qualificação tecnológica, excelência em atendimento, metas, enfim…) há uma contrapartida que pode ser de defesa ou preservação por parte dos nossos colaboradores. E, via de regra, a organização também não tem um pensar imbuído de refletir a reação e conseqüências na sua equipe diante desse novo cenário. As ferramentas de controle e processos que existem nas empresas foram desenvolvidas para que a instituição se defendesse dos erros que pudessem ocorrer internamente ou das invasões externas. Um sentimento que nasce com a Revolução Industrial e rompe o século XXI sendo à sombra do pensamento criativo, do medo às mudanças, a resistência as resignificações dos valores. Ganhamos várias, inúmeras, noves fora mil possibilidades de uma outra construção empresarial com o aparecimento da Era Digital. Mas, permanecemos com uma idéia egóica de realização que nos remete sempre a um pensar sem uma relação com o pensar do outro. Uma caixa afetiva Poderíamos relacionar várias ferramentas digitais, mas nesse momento nos ocorre de falarmos de uma em particular que é de uso comum: o e-mail. A existência de uma conta de e-mail é para transformar a informação mais ágil, efetiva, afetiva, econômica e com um número menor de riscos de seu entendimento. O e-mail preserva as partes envolvidas numa comunicação. E como para nós é complicado entender que amigos ou adversários merecem respeito, logo com o direito de se preservarem e de serem preservadas. Entre outras tantas coisas o e-mail preserva porque podemos ler, refletir e obter maior entendimento do que se trata e diferentemente do que muitos possam pensar, é uma ferramenta afetiva. Repare que há pessoas que são tímidas e através do e-mail conseguem expressar sua afetividade, hora mandando pensamentos, hora trocando informações, hora escrevendo duas palavras: bom final de semana. Pessoas que morreriam de vergonha se tivessem que realizar isso diante de mais pessoas. Mas infelizmente, o e-mail na organização se transformou em objeto de defesa. Quer dizer, ele botou uma roupa nova, mas lá dentro ainda está vestido de memorando, de burocracia, de controle, de “agora que você assinou aí embaixo estou protegido”. Tecnologia não vem incorporada de mentalidade avançada. Tecnologia é tecnologia. Podemos tê-la e assim mesmo estar agindo lá como nossos ancestrais da Pedra Lascada. O mundo moderno não necessita de pessoas se defendendo, pois cria sempre este clima de culpabilidade. A organização moderna seja para seus movimentos de ordem interna ou em relação as suas conquistas no mercado, precisa estar imbuída sempre de uma reflexão do preservar. É isso que permite que a vitória não se transforme numa barbárie, mas sim num ato inteligente, de luz, de crescimento, de desenvolvimento tanto para quem ganha, quanto para quem perde. É importante vencer, mas o que permite continuidade às vitórias é Ser Humano.

Créditos:  Paulo Ricardo Silva Ferreira

33 Respostas para “Defender ou preservar?”


  1. 1 Luiz Domingos de Luna Junho 17, 2008 às 1:44 pm

    Planeta que chora
    Luiz Domingos de Luna

    Reflito sobre a vida
    sobre o mundo rotativo
    do universo exuberante
    da beleza do ser pensante
    do mundo mágico criativo
    É o solo, é a existência roída
    de um planeta que chora, exaurido.
    De uma fumaça de gás cumprimido
    De um berço que faz sentido.
    De uma paisagem destruida
    que teimo em desfrutar
    a reta um ponto vai ficar
    o fim, o começo a externar
    O espaço a gritar
    O ambiente somente?
    A água ?
    A selva?
    O mar ?
    E nós humanos ?
    O planeta chora
    A inteligência ignora?
    Onde iremos morar?
    sem terra, sem piso, sem ar
    sem fogo, sem água, sem mar?
    por que a poluição ?
    o farelo da destruição
    O lixo cultural ?
    O rio é um esgoto
    O mar está morto
    O ar é aborto
    de quem quer abortar,
    assim, volto ao pó
    não tem reciclagem
    é uma viagem,
    mas viajo só?

  2. 2 Luiz Domingos de Luna Junho 17, 2008 às 1:49 pm

    Alma de Cupim

    Luiz Domingos de Luna
    http://www.revistaaurora.com.

    Adora a existência
    Contempla o natural
    O espaço sideral
    Inteligência da potência

    Muda a paisagem
    Destrói a natureza
    Maltrata a beleza
    Em qualquer passagem

    Dialética humana
    Constrói o artificial
    Dizima o natural
    Da fumaça que emana

    A construção de desertos
    Na alma impregnada
    Não pode sobrar nada
    Em campos abertos

    Qualquer jardim
    Deve ser venerado
    Aplaudido e aclamado
    Querendo o seu fim

    Luta demente
    Não tem beleza
    Não tem natureza
    Não tem jasmim

    Jardim da humanidade
    Todos têm direito
    Qual foi o defeito
    Todos defendiam
    Todos aplaudiam
    Não tem mais jardim
    Não tem mais culpado
    O tempo rolado
    Num mundo sem fim
    Corpo humano
    Alma de cupim

  3. 3 Luiz Domingos de Luna Junho 17, 2008 às 1:51 pm

    Quem sabe? Se cada ser humano tivesse a oportunidade de passear pelo os confins do universo gelado, os homens não poderiam se tornar humanos de verdade.

    Passeio Cósmico

    Luiz Domingos de Luna
    http://www.revistaaurora.com

    Entre galáxias quentes
    Quasares gigantes
    Tudo tão distante
    É tão diferente

    Não tem gravidade
    É uma queda de gênio
    Não tem oxigênio
    Estranha suavidade

    O terror da matéria
    Viva atrevida
    Não tem vida
    Do humano a miséria

    Não tem cultura
    Luz escuridão
    Alma em aflição
    É somente tortura

    O medo grita
    O silêncio calado
    No mundo gelado
    Sem terra e guarita

    Há anos, ativo.
    Vejo um ponto
    Pare uma foto.
    E ali que vivo

    Um traço obscuro
    Não parece uma bola
    A câmera giratória
    A terra procuro

    Perdido no infinito
    Leva-me de volta
    De tanta viravolta
    Sinto-me perdido

    Que tal existência
    Aonde vai me levar
    Onde queres chegar
    Só vejo a ausência

    Nos confins um grito
    Não sei decifrar
    Mas vou escutar
    E assim repito

    Um barulho estranho
    Parece um cano
    A água derramar
    Cadê gravidade
    A tua humanidade
    Para poder parar

    Vejo-me girando
    Eu mesmo falando
    Onde vamos chegar
    Tudo é mistério
    Grande interrogação
    È poder da matéria
    Ou da criação?

  4. 4 Luiz Domingos de Luna Junho 17, 2008 às 1:53 pm

    A Mídia

    Mundo maravilhoso
    Formadora de opinião
    Fonte de informação
    Porta voz do povo

    O seu erro é perdoado
    Por que não teve intenção ?
    Força viva da nação
    Um fato interpretado

    Liberdade de expressão
    Da heterogenia social
    A paisagem integral
    Do mundo em evolução

    Do povo soberano
    O Estado de direito
    Prefiro o defeito
    A mordaça do tirano

    Alimento da liberdade
    Força da democracia
    Tem poder e magia
    É liga da sociedade

    Mídia, povo e estado
    Integração e harmonia
    Luz de sintonia
    A Beleza do separado
    A junção do untado
    Luz da democracia !

  5. 5 Luiz Domingos de Luna Junho 17, 2008 às 1:55 pm

    Universo em Ebulição
    Luiz Domingos de Luna
    20 de Janeiro 2008

    A Razão derramada imponente
    Espera a emoção ser filtrada
    Um planeta sem enquadramento
    Numa existência não observada

    Nascimento das trevas e da luz
    Luta de um perfeito alinhamento
    São razões, emoções – pensamento.
    Corpos girando em universo reluz.

    Poder de uma grandeza infinita
    Uma mensagem a ser decifrada
    Quem percorre esta estrada
    Sente a dor de quem grita

    Porque derramada existência?
    A razão não sabe contemplar
    A emoção perdida a divagar
    Na corrente de um sonho eterno
    Em um tempo, a um só tempo
    Poder, quem sabe um dia, revelar

  6. 6 Luiz Domingos de Luna Junho 17, 2008 às 1:55 pm

    Reflexo da Fé

    A inteligência consome o meu espírito
    Para tudo tenho uma explicação
    Sou resultado de uma evolução
    Assim, sou finito ou infinito?

    Construo a grandeza artificial,
    Por isto sou grande e efervescente
    Mas de manhã quando olho o nascente
    Vejo algo mais perfeito e natural

    O que faço vejo sem igual,
    Pois ao instinto, digo -inteligência.
    Ao ser humano isto é essência?
    Irracional tendo, a minha é especial.

    Sou pequena matéria atrevida
    Que vive no minúsco habitado
    O agrupamento da soma e resultado
    Sou o aqui da minha e tua vida

    Mas se o ar que faço não respiro
    Onde está minha potência e grandeza
    É destruir a natureza?
    Sim, -mas…a admirá-la, me admiro.

    Sendo ou não religioso
    O ar de inferioridade me domina
    A beleza natural que me fascina
    O Infinito deslumbrante e misterioso

  7. 7 Luiz Domingos de Luna Junho 17, 2008 às 1:59 pm

    O professor Luiz Domingos de Luna aceita a postagem de seus trabalhos em todos veículos que difundam a arte leterária, sem a necessária autorização do autor, porém, é vedado quaisquer contato com o autor, visto seus trabalhos serem postados para o engrandecimento da epistemologia genética da humanidade. Busque na web- Luiz Domingos de Luna- e faça sua postagem, caso goste das poesias.

  8. 8 Luiz Domingos de Luna Junho 17, 2008 às 2:00 pm

    O Tempo

    Luiz Domingos de Luna
    http://www.revistaaurora.com

    Em um canto caído
    O mundo a girar
    A vida a passar
    Encantos sofridos

    Corpos envelhecidos
    Suaves serenatas
    Existência ingrata
    Onde queres chegar?

    Pisando a paisagem
    Em uma passagem
    Sempre a moldar
    Com sua influencia
    Queima a paciência
    Quem vai desvendar?

    Um novo dia
    O sol já raiou
    O momento passou
    Não vai mais voltar

    Do silêncio ao ruído
    Num canto perdido
    Do universo a girar
    Vai-se perguntando
    Cantando ou chorando
    Onde queres chegar?

    Dor desmedida
    Dúvida da vida
    De o mar serenar
    Ficou a história
    Em nossa memória
    Teima em passar

  9. 9 Luiz Domingos de Luna Junho 24, 2008 às 3:23 am

    Universo Paralelo
    Luiz Domingos de Luna
    http://www.revistaaurora.com

    No palco da existência
    Bilhões de combinações
    Infinitas proporções
    Da matéria a essência

    O Universo unificado
    Longe da imaginação
    Entrar numa prisão
    Por tempo determinado

    Matéria não adaptada
    A um tempo a correr
    Na dependência sofrer
    Corpo, a vida deixada.

    É uma ida, uma volta.
    É o estar, é o ser.
    É o Poder, é o ter.
    É uma reviravolta?

    Entra numa dimensão
    Do tudo – do nada nasce
    É apenas um disfarce
    Do nada, a terra, o chão.

    É uma magia encantadora
    Toda carne é morredoura
    Sem ela, a imortal
    Alma sonhadora
    Na vida a vagar.
    Uma compreensão
    Uma explicação
    Ninguém quer falar
    Quem pode entender esta seta
    Que a história inquieta
    Teima em voltar

  10. 10 Luiz Domingos de Luna Junho 24, 2008 às 2:15 pm

    Triste sina
    Luiz Domingos de Luna
    http://www.meninodeusaurora.com.br

    Que triste sina esta minha!
    De nascer neste torrão
    Pegado na mão da miséria
    E agarrado no fracasso
    Tem que ter nervo de aço
    Para não virar pedaço
    E suportar a aturação
    O poeta é graduado
    Mas sem anel ou anelado
    Não vai mudar o estado
    Da nossa situação
    Convidei os folcloristas
    Para assistir nosso forró
    Sem sanfona, sem zabumba.
    Sem triângulo e sem suor
    O teclado agora berra
    Não tem mais o pé de serra
    Não sei se acerta ou erra
    Quem tirou o pão de ló
    Fomos olhar a boiada
    Que era tangida na estrada
    Pois o chocalho se ouviu
    Que boiada que nada
    Era um coitado que cantava.
    E seu nome era Brasil.
    Convidamos toda a mídia
    Jornal, rádio e televisão.
    Todos gritaram a uma só voz
    É uma doença que
    atingiu o seu coração
    É um vírus persistente,
    É uma força onipresente
    O seu nome é conhecido
    É um bicho bem sabido
    O nome é corrupção
    Ataca a democracia
    Corrói a instituição
    O direito se esfarela
    Pois até a sua costela
    Vira massa de construção
    Acaba-se o operário
    Ou espertalhão ou otário
    Eis aí a prescrição
    Dá uma febre danada
    O termômetro não
    baixo nada
    Pois pode olhar a pesquisa
    Só se olha o do outro
    que se visa
    Não tem mais o cidadão,
    São esperto, vivo, sortudo, sabido?
    Todos são conhecidos
    Mas não com nome
    de ladrão.
    Quem falar isso é mentiroso, não é patriota,
    Não passa de um agiota
    Que quer loar a vernaculação
    Cadê a ética, a cidadania.
    A dignidade, a família
    o Estado.
    A sociedade, o contrato social,
    Ainda bem que a justiça
    é cega,
    O futuro se encerra,
    em mais um filme
    que todo mundo viu,
    a imprensa não foi silenciada,
    mas, por mais grito,
    mais grito, mais roucada,
    mais dia, menos dia
    fica calada, pois é um grito
    que ninguém quer ouvir mais não.
    É o dia da diária
    A quinzena da
    quinzenada
    É a mensalada do
    mensalão
    É o grito da boiada que
    ficou para trás não
    tem mais boiada não.
    É o sertão que virou mar
    É o mar que
    virou sertão.

  11. 11 Luiz Domingos de Luna Junho 25, 2008 às 5:39 pm

    O Obsoleto

    - Por que tenho que respirar?
    Pisar na terra, no solo, na água e no mar.
    Agarrado à gravidade
    Para uma besta morte, me levar.
    -Não dar para ser diferente?
    Tenho que ser dependente
    Da terra, do fogo, da água e do ar?
    -Por que não sou uma semente?
    Para o sopro de a vida continuar
    -A clorofila eu sei processar
    Ao ar, não preciso contaminar.
    Tenho meu próprio alimento
    Na terra, no fogo, na água e no mar,
    Um planeta livre, rotativo.
    - Tem como ficar torto
    Não, morto? – não
    Com certeza
    Está vivo.”
    Fonte:O Globo.mobi :: Blog :: Comentários
    Luiz Domingos de Luna

  12. 12 Luiz Domingos de Luna Junho 26, 2008 às 12:38 pm

    Reflexo da Fé

    A inteligência consome o meu espírito
    Para tudo tenho uma explicação
    Sou resultado de uma evolução
    Assim, sou finito ou infinito?

    Construo a grandeza artificial,
    Por isto sou grande e efervescente
    Mas de manhã quando olho o nascente
    Vejo algo mais perfeito e natural

    O que faço vejo sem igual,
    Pois ao instinto, digo -inteligência.
    Ao ser humano isto é essência?
    Irracional tendo, a minha é especial.

    Sou pequena matéria atrevida
    Que vive no minúsco habitado
    O agrupamento da soma e resultado
    Sou o aqui da minha e tua vida

    Mas se o ar que faço não respiro
    Onde está minha potência e grandeza
    É destruir a natureza?
    Sim, -mas…a admirá-la, me admiro.

    Sendo ou não religioso
    O ar de inferioridade me domina
    A beleza natural que me fascina
    O Infinito deslumbrante e misterioso

    Fonte:Fonte:O Globo.mobi :: Blog :: Comentários
    moglobo.globo.com/blogs/comentarios.asp?post=97697&
    t=O+novo+mundo&n=Blog+de+anota%E7%F5es&q=1… – 18k

  13. 13 Luiz Domingos de Luna Junho 29, 2008 às 2:23 am

    Aos Seres Humanos

    Luiz Domingos de Luna
    http://www.revistaaurora.com

    Quebrando correntes
    No tempo a passar
    Mistérios a desvendar
    A todo o momento

    Se tudo fosse diferente
    Teria o ser humano
    O pensar, um plano.
    Da existência presente

    Que show arriscado
    De um palco sem fim
    O infinito vem a mim
    Ou já foi programado

    Tanta existência
    Quem vai usufruir
    O tempo destruir
    Ou há consistência

    A Vida acompanha
    As etapas da curva
    Existe uma luva
    De potência tamanha

    Controlar o processo
    De toda imensidão
    É plenitude da razão
    Ou pensamento, ao inverso.

    É do ser humano obrigação
    Conhecer todo o infinito
    Ou existe um conflito
    Buscando interrogação?

    Já não é chegado
    A hora de saber
    Do universo o porquê ?
    Na existência – postado.

  14. 14 Luiz Domingos de Luna Julho 3, 2008 às 2:05 am

    Entre Colunas

    Luiz Domingos de Luna
    www. Revistaaurora.com

    Entre nascimento e morte
    Pego o meu passaporte
    Numa vida a bailar
    Dos dois pontos faço linha
    Numa estrada que caminha
    Na sorte ou no azar
    Entre colunas eu fico
    Sempre a caminhar
    Não pode ter acidente
    Senão quebra a corrente
    Já não posso respirar
    Uma reta esticada
    Cada passo, uma pisada
    Tenho que controlar
    Não posso sair do prumo
    Ou então um tombo
    Para me derrubar
    Do útero para cova
    Uma vida se renova
    Cheirando interrogação
    No meio das ampulhetas
    Viro pó, sombra e chão.
    Ou larva de borboleta
    Uma vida nova nasce
    É uma transformação ?

  15. 15 Luiz Domingos de Luna Julho 5, 2008 às 6:36 pm

    A Fábrica de Universos
    Luiz Domingos de Luna

    Os bósons são inteligentes
    Escondidos em outra dimensão.
    Por que tanta precaução
    É um ato consciente?

    A ciência está na cola
    Graças à matéria escura
    Que dificulta a procura
    Confunde o eixo da mola

    Choque de matéria e luz
    Curvado no infinito
    São partículas de granito
    Ou mistério da órbita conduz?

    Esta imantação é problema
    Dependência de uma ditadura
    Da energia e da matéria escura
    Um cárcere privado com algema

    Iluminados – O que fará
    Com o bóson aprisionado
    Um mistério bem guardado
    Ou ao humano entregará?

    A Quem interessa?
    Uma fábrica de universo
    Os paralelos diversos
    Para que tanta pressa

    Um universo precisa
    De um planejamento
    Senão o novo engole a gente
    Seja humano ou não
    Tudo vai para o ralo do nada
    Cadê a inteligência em projeção
    A Consciência e a razão
    Virou tudo fragmento
    Não basta o pensamento
    No túnel do tempo
    Numa vida a bailar

  16. 16 Luiz Domingos de Luna Julho 14, 2008 às 6:12 pm

    A Tela de Compostela
    Luiz Domingos de Luna
    http://www.revistaaurora.com
    Matéria no corpo diluída
    O Espírito a chama clarear
    Contorno de tudo a acentuar
    O Equilíbrio da alma indefinida
    A estrada da poeira percorrida
    O Peso da história a carregar
    Andarilhos pelo mundo a vagar
    Corpo dilacerado, carne dolorida.
    Busca da grande interrogação
    Indagação ao humano, toda hora.
    Pergunta sem resposta, que aflora.
    Na caminhada, da caminhada – a imensidão
    A fadiga corrói o corpo fraco
    Na tela do ferro a rasgar
    O corpo humano a sangrar
    Na busca da infinitude do aço
    Em pedaços a matéria a chorar
    Clamando o grande encontro
    É o homem, é o outro, é o espanto
    Que no final tem que juntar
    Carregando em um só corpo o mistério
    Destes fragmentos em um só “eu” aglutinar.

  17. 17 Luiz Domingos de Luna Julho 18, 2008 às 3:36 pm

    Palco Iluminado
    Luiz Domingos de Luna
    http://www.revistaaurora.com

    Em cada sonho uma fantasia
    Que percorre o pensar
    No momento a gritar
    Força que extasia

    Girando no encanto da vida
    Um gesto nobre propicia
    Na luz que irradia
    O instante eterno se fia

    O cenário todo florido
    Uma paisagem a contemplar
    Um universo a pensar
    No tempo um fluido

    Que teima em derramar
    Gotas de um sereno
    Um incenso ameno
    A existência contagiar

    Interação perfeita
    Arquitetura social
    Beleza natural
    Obra prima feita

    Cada ser é arquiteto
    Que a história aniquila
    É o sonho da vida
    Inacabado um projeto

    Um projeto inacabado
    Que falta ser decifrado
    Ou um palco iluminado
    Explicação buscando?

  18. 18 Luiz Domingos de Luna Julho 23, 2008 às 10:10 pm

    Espaço sem luz!
    Luiz Domingos de Luna

    Uma idéia nasceu
    Percorreu o espaço
    Sinto o que faço
    Já não sou eu

    A obra que rola
    Na esfera social
    No arremate final
    Parece uma bola

    Cada chute uma pancada
    -O Público já analisou
    Pois, ele é sempre o senhor.
    Da obra que foi criada.

    Estrada corrente de dor
    Cada letra uma pisada
    Toda linha esmagada
    Na lógica do leitor

    O Conjunto é uma esfera
    De vértice quebrado
    Ou tem giro acelerado
    Ou o motor emperra

    Passar no crivo social
    Num filtro bem condensado
    Na página, tela, lixo ou lado.
    O Poema tem seu final.

  19. 19 Luiz Domingos de Luna Agosto 9, 2008 às 7:41 pm

    A Miragem
    Luiz Domingos de Luna

    É muito fácil observar
    A presilha dos seres humanos
    Sentidos, prazeres, desenganos.
    Uma paisagem a embelezar

    Tudo parece um sonho
    Emoções sentimentos
    Um corpo lançado ao vento
    Na busca de um mundo risonho

    Cada um num carrossel a girar
    O filme da vida pontuando
    O Futuro ao presente ocupando
    O Passado a história registrar

    A maquina humana em movimento
    Os líquidos internos em plena ação
    Uma desordem que vai parar-Pena
    Deixar a cadeira, para outro ocupar.
    É um show com tempo determinado
    É Viver plenamente a emoção?
    É A razão e emoção conjuntamente
    Ou o grande parque da Ilusão ?

  20. 20 Luiz Domingos de Luna Agosto 11, 2008 às 9:39 pm

    A Busca

    Luiz Domingos de Luna
    http://www.revistaaurora.com

    A Alma humana a buscar
    A todo e qualquer momento
    É uma força ou um sentimento
    Que nunca pode parar

    É incrível o aprimoramento
    Que precisa aprimorar
    O pensamento a vagar
    Em um novo firmamento

    Seja qual for à maneira
    Tem que modificar
    Pois está no DNA
    É uma seqüência inteira

    Tudo a repensar
    Nada está concluído
    É como um fluido
    Em constante derramar

    Talvez o eixo da dúvida
    Esta procura, enfim.
    Nada tem um fim
    É o sentido da vida

    Parar um instante
    Isso nem pensar
    A busca sempre a buscar
    É uma corrente andante.
    Aonde vamos chegar?

  21. 21 Luiz Domingos de Luna Agosto 12, 2008 às 3:39 pm

    Aurora, uma janela para o céu

    Luiz Domingos de Luna
    http://www.revistaaurora.com

    Pedi permissão ao tempo
    Nas asas do pensamento
    Voando vai minha ilusão
    Pelos caminhos obscuros

    Da minha história esquecida
    Momentos de vida vivida
    Na mais linda sedução,
    Pois ainda em tenra idade

    Deixei minha cidade na construção do meu futuro,
    Sonhei, lutei, na selva humana,
    ganhei o meu troféu de herói,
    construi minha cabana tenho o meu transporte
    meu trabalho é o suporte da minha vitória suada,

    Neste pais eu andei, ralar como eu ralei, lutar como eu lutei dia e noite, noite e dia, busquei no íntimo de minha alma, a estabilidade sonhada
    Na poeira de uma estrada que ainda hoje percorro.
    Hoje vivo nas metrópoles, nos mais diversos lugares,

    Adquiri meu espaço com a força da determinação do aço,
    Já me vi em pedaços, mas hoje a minha força é a vitória do que faço.
    Consegui o que queria numa luta bem renhida,
    Luta que se renova no amanhecer a cada dia.

    Sou um aurorense firme, tenho a minha própria história
    Na janela da memória vivo a minha própria emoção
    Em ver minha querida cidade respirar o hálito oxigenado,
    Que ao mundo me trouxe a luz, na grandeza do momento,

    Em meu apartamento a lembrança me seduz,
    Do rio salgado, as cachoeiras, na beleza de nossa feira,
    Do caldo de cana ao aluar, da tapioca ao beiju
    Do melaço da rapadura ao canto do sabiá,

    Naquelas noites estreladas os fogos, reisado,
    O apito do trem, as missas bem demoradas,
    As renovações bem tiradas, as serenatas cantadas.
    De manhã a passarada num canto de louvação.

    Aquelas horas batidas no sino bem compassado, era sinal de finados,
    Ou o repique tocado de um anjinho que ao céu subiu,
    Todos para a ABA numa inocência fecunda
    Tinha quadrilha, arrasta pé, ao som de uma vitrola, era uma festa junina,

    Tinha bandeira, tinha roça, tinha quermesse, e quadrilha, broa de milho, quebra-queixo, pão de ló, tinha desfile.
    Nesta janela, eu vivo o tempo que não passou, pois ser aurorense é preservar a sua história.

    Guardar no canto da memória o seu lindo e singelo amor,
    Um amor a toda hora, que em todos nós aflora o cheiro forte e polido

    Fonte:http://www.folhadocariri.com.br/colunas/JoseEdson.htm

  22. 22 Luiz Domingos de Luna Agosto 16, 2008 às 2:31 am

    A Construção do Eu

    Luiz Domingos de Luna
    http://www.revistaaurora.com

    A cada dose um contentamento
    De uma vida a apreciar
    Numa escala a determinar
    O tipo de comportamento

    Uns a forma o juramento
    Outros a matéria a clamar
    E os da alma a cantar
    A voz do ego o pensamento

    São corpos dobrados ao vento
    Na dimensão do espaço
    O intelecto de aço
    A fazer questionamento

    Um mundo a semente
    Sem depender da paisagem
    É sempre uma passagem
    Do corpo, alma e mente.

    Qual vetor determinante
    Dos três fragmentos
    Uma vida de argumentos
    Na matéria, o mundo dominante.

    São vidas alinhamentos
    Em linhas determinadas
    Cada qual em sua estrada
    O Viver a cada momento

    Ou tem que somar tudo
    Provar a dose em separado
    De um mundo agrupado
    A cada gosto um fel dobrado
    Ou o brilho do mel achado
    De um novo ser em movimento.

  23. 23 Luiz Domingos de Luna Agosto 24, 2008 às 10:14 pm

    O Vazio

    Luiz Domingos de Luna
    http://www.revistaaurora.com

    O Vazio não pode ter nada
    Se tiver algo, ele está ausente.
    Na plena ausência está presente
    Antes do ponto ou depois da disparada?

    O Vazio não pode ser conceituado
    A Noção que se tem é dogmatizada
    A ausência é a presença do não chegado
    O Vazio não tem uma lógica estruturada

    O Vazio não pode ser preenchido
    Preencheu o vazio, ele sumiu.
    Sumiu-se, ele nunca existiu.
    O Vazio está escondido?

    O Vazio quebra a existência
    Quebra a matéria e o tempo
    Não pode ter momento
    Existe no cosmo? Ou na inteligência?

    Como encontrar o vazio?
    A existência toma seu espaço
    Ou ela está em pedaços
    A ausência de tudo. Quem já viu?

    O Nada absoluto. Plena Garantia
    Sem buraco negro, sem quasares.
    Sem o avesso da matéria
    Sem o avesso da energia
    Sem átomos, sem moléculas.
    Sem luz, sem escuridão.
    Um vazio perfeito
    A ausência da existência
    A Luz da criação!

  24. 24 Luiz Domingos de Luna Agosto 31, 2008 às 3:06 am

    O Gênio da Gravidade

    Luiz Domingos de Luna

    Cada tombo uma queda
    O Ser vivo a equilibrar
    Não pode escorregar
    Uma altura que esfarela

    Quem anda de avião
    Já fica preocupado
    Numa pane é jogado
    Corpo sem vida no chão

    Gravidade impiedosa
    Sempre a puxar das alturas
    Até às vezes, dá tonturas.
    De queda assombrosa

    Lá da montanha, um condor.
    Voava tranquilamente
    Num instante somente
    Pensei que estivesse parado
    Parado nas alturas
    Está tudo errado
    Cadê tua força, puxador?
    Eu estava enganado
    Não era um condor
    Não era um planador
    Era um simples beija-flor
    Enganando a gravidade.

  25. 25 Luiz Domingos de Luna Setembro 13, 2008 às 8:09 pm

    Travessia

    Luiz Domingos de Luna
    www. meninodeusaurora.com.br

    A Parede da mente
    Está quebrada
    No conflito da estrada
    É reviravolta somente

    Á águia está lá
    A asa ferida
    Sem guarida
    Sempre a voar

    A água agitada
    Tem que passar
    Furacão no ar
    Força anulada

    Na superfície a pisar
    O mergulho da morte
    É o único suporte
    Que espera chegar

    Tremulante momento
    Uma chuva de vento
    A águia a carregar
    Rasteja na onda
    Como uma lona
    O espaço ganhar
    A asa dobrada
    Tão fatigada
    A praia chegar

  26. 26 Luiz Domingos de Luna Setembro 18, 2008 às 4:40 pm

    Transformação
    Luiz Domingo de Luna
    http://www.meninodeusaurora.com.br
    Reguei uma planta
    No meu jardim
    Era um Jasmim
    Beleza que encanta
    Entre espim
    Uma lagarta
    Como uma carta
    Vinha a mim
    Toda enrolada
    Comia clorofila
    Pele colorida
    De fogo chamada
    Numa manhã florida
    A lagarta sumiu
    A borboleta me viu
    Nos caminhos da Vida
    Contemplando o chão
    A asa em giro agitava
    A Paisagem deixava
    Na linha da imensidão
    Fonte:http://oglobo.globo

  27. 27 Luiz Domingos de Luna Outubro 7, 2008 às 2:50 am

    Passos

    Luiz Domingos de Luna
    Procurar na web

    Passos que passo
    Passos que vem
    Passos do além
    Não sei o que faço

    É como um compasso
    De um tempo passado
    Já foi um chamado
    Na imensidão do espaço

    Ouvi um grito
    Parecia um trovão
    Na escuridão
    Estava aflito

    Pulei noutro astro
    Deixei a pisada
    Ta lá registrada
    Como um mastro

    Luz em ebulição
    Fiquei assustado
    Parece ter entrado
    Noutra dimensão

    Tudo tão diferente
    Um carrossel giratório
    Um som vibratório
    No meu consciente

    Sonho ou realidade
    Não sei precisar
    É um vôo a voar
    Não tem gravidade

    Uma mão me puxou
    Numa frieza gelada
    Não sei mais de nada
    Num novo mundo estou

  28. 28 Luiz Domingos de Luna Outubro 26, 2008 às 2:50 pm

    Onda que chora

    Luiz Domingos de Luna
    Procurar na web

    História dos papéis
    O mouse a demarcar
    Palavras que somem
    Mas que vão voltar

    A tela da história
    Um trabalho a postar
    Um instante eterno
    Que não vai durar

    Tudo a voar
    Sempre escrevendo
    De um tempo correndo
    Não pode parar

    Vida sumida
    Na abstração
    Vida já vivida
    Em outra ilusão

    No útero da terra
    Vai transformar
    Onda que passa
    A outro repassa
    Sempre a chorar

  29. 29 Luiz Domingos de Luna Novembro 7, 2008 às 2:27 am

    Interrupção

    Luiz Domingos de Luna
    Buscar na web

    O Tempo quebra o espaço
    No grito que foi sufocado
    Corpo sem vida parado
    Marca do tracejo Compasso

    Deixei a marca no aço
    Não completei a missão
    Estou noutra dimensão
    Não sei o que é que faço

    A matéria não cabe em mim
    A luz não curva o universo
    Penso que atravesso
    Um Horizonte sem fim

    Estás próximo de mim
    Mas como manter contato
    Não sou um ser de fato
    Sou uma onda vaga sem fim

    Falta o ponto linha ou cruz
    Ou uma voz para falar
    Não posso sempre vagar
    Numa atmosfera sem luz

  30. 30 Luiz Domingos de Luna Novembro 10, 2008 às 12:26 am

    Pingo da vida?

    Luiz Domingos de Luna
    Procurar na web

    Era um pingo
    Começou a girar
    Fiquei a olhar
    O Seu caminho

    Desceu a ladeira
    Parou um segundo
    Estava imundo
    Cheio de poeira

    Bolinha consistente
    Ganhou conteúdo
    Da parte o tudo
    Sempre à frente

    Rolou num tinteiro
    Ficou colorido
    Bicho sabido
    Fugiu bem ligeiro

    Atravessou uma vala
    Passou na ferida
    A Bactéria Lambida
    A Vida levava

    Pingo complicado
    Todo disforrmado
    É a vida da ferida
    Ou o pingo da vida?

  31. 31 Luiz Domingos de Luna Novembro 16, 2008 às 7:46 pm

    Aquecimento Global

    Luiz Domingos de Luna
    Procurar na web

    Sapo Dourado Panamenho
    Da floresta americana
    Beleza pura que emana
    Da natureza em desenho

    Amarelo, delgado e pulador.
    Afilado, gentil e hospitaleiro.
    Cantando no lindo desfiladeiro
    Nos bosques um hino de amor

    Predador do equilíbrio natural
    No habitat rico dos pampas
    Deslisa no declive das rampas
    Numa felicidade sem igual

    Dos rios, lagos e florestas.
    Vaidoso no passeio matinal
    Não vê o aquecimento global
    Devorar sua história sua festa

    O Fungo espera para atacar
    O Planeta deu sinal de alerta
    O fungo voa como uma flecha
    O Sapo não vai mais cantar

    Amarelo é a cor da atenção
    Do sapo panamenho dourado
    Da existência já foi tirado
    Mais um ser em extinção

  32. 32 Buscar na internet Dezembro 24, 2008 às 1:45 pm

    Gostaria de parabenizar a atitude dos administradores do site: http://fernandoalves.wordpress.com/2007/10/24/defender-ou-preservar/que tão gentilmente, me cederam este espaço para a postagem de minhas poesias.
    Grato,
    Luiz Domingos de Luna

    Aurora, Ceará.

  33. 33 Buscar na internet Janeiro 16, 2009 às 5:46 pm

    Um Giro no Cariri.

    Luiz Domingos de Luna
    http://www.colunadomignos.blogspot.com

    A História da humanidade foi toda baseada na destruição do espaço geográfico para a preservação da espécie humana, milhares de espécies foram extintas pela ação contínua, dos seres racionais. O Ato destruidor do homo Sapiens está impregnado no DNA biológico e cultural; conscientizar o humano de que são desumanas suas ações para com a sua própria existência civilizatória é tarefa de gigante. Inconcebível à luz do pensar existencial e de sua carga genética cultural, advinda desde a era cenozóica no período do pleistoceno. Um grito isolado de defesa ambiental no meio da multidão soa como ridículo esdrúxulo. Creio que os devoradores do planeta são os grandes grupos empresariais, porém, eles fazem isto porque a vida no modelo atual exige isto, o qual é uma cadeia alimentar, social, política, econômica {…}, o padrão; parar isto seria parar o desenvolvimento da sociedade dentro do foco que conhecemos. Logo a questão ambiental está ligada à linha de consumo, hábitos que foram bem elaborados no processo histórico civilizatório da humanidade. Ora, O rio salgado no cariri cearense até meados de 1835 era um rio perene e saudável, hoje virou um esgoto do lixo cultural do cariri, porém, sem este esgoto não teria outra forma de desenvolvimento de uma das regiões que mais crescem no interior do Ceará. – Cariri, pela ótica do processo interativo de convívio humano conhecido e vivido, assim: ou se mata o rio ou se mata o cariri. Creio que, assim com os demais seres humanos estamos agindo na lógica da corrente do tempo no processo existencial. A Questão do grande lixão que estamos transformando o planeta terra é conseqüência de todo um processo civilizatório contido na epistemologia genética da humanidade. Mudar o curso da história, para a preservação do planeta terra; seria primeiro: a necessidade de mudar toda a forma de pensar, de agir, de existir – um novo renascimento. Agir isoladamente, com um aplicativo psicológico para amainar consciências as questões ambientais é mero paliativo. Enfrentar a problemática de frente teria que, antes, mudar toda uma mentalidade, toda uma forma de viver, onde todo o processo civilizatório consumista seria jogado no lixo e criado outro padrão humano para dar vida plena ao corpo vivo do planeta terra. É possível conciliar progresso, evolução, desenvolvimento econômico em escala planetária sem lesionar a bola azulada?


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