Você já imaginou, na sua empresa, não poder confiar nas pessoas? Como sua empresa vai crescer? Como ela vai viver, se o clima é de desconfiança?
Porque se eu trabalho em um determinado setor, ou departamento, e não confio nos meus colegas, eu não vou poder compartilhar idéias, conviver em harmonia com eles, etc.
Agora, imagine você o dono de um pequeno negócio ou diretor, ou gerente e não confia nos seus subordinados. Se você não confia no seu gerente, como vai ficar isto? Nós todos estamos com esta dificuldade, o que fazer? O primeiro passo tem que ser do líder.
O líder tem que tomar a iniciativa e decidir que grau de confiança ele vai ter. Lógico, que você não pode confiar em todos cegamente, mas também não pode partir desconfiando de todos, se não o clima na empresa será um “inferno”. Confiança é um investimento de risco. Países, como o Japão, Estados Unidos, Alemanha, etc., consideram a confiança como um investimento de risco, é como se eu comprasse um ponto comercial, se não der certo perdi, se der certo ganhei.
Aqui, por exemplo, na América do Sul, no Brasil, no Nordeste em particular, há um grau de confiança entre as pessoas muito baixo. Não sei se você notou isto. Independente da região que você está, da empresa que você está, a pergunta que eu lanço é: você confia em todos que estão abaixo de você? E os que estão abaixo de você, confiam em você? Tente responder esta pergunta. Procure ir devagarzinho não se desespere e vá sondando dentro da sua empresa, comece a pesquisar.
Imaginou o que pode acontecer? Se eles não confiam em você e você não confia neles, sua empresa não anda, ela pode até andar por um período mas, lá na frente, vai fracassar. Porque, no Brasil principalmente, “patrão e empregado” não se sentem iguais, são diferentes, não falam a mesma linguagem. Muitas vezes eu vi empresários, de certo nível, mandarem o colaborador para o “homem da capa preta”. Eles não fazem o processo de demissão, o processo rescisório, e mandam “entrar na Justiça”. Tudo isso porque vão ganhar dinheiro. Os processos vão passar 1, 2 anos nas Varas do Trabalho e vão obrigar o pobre do ex-colaborador ter quer fazer o acordo, e conseqüentemente ganhar menos, isso não é “postura de um líder”. Do lado do empregado, ao invés de querer que o patrão prospere, cresça, para que ele cresça também, ele termina roubando, negligenciando, “doido” que dê 6:00h da noite para ir embora. Portanto, esse quadro de desconfiança compete a você, que é líder, identificá-lo e enfrentá-lo.
Esta distância entre patrão e empregado o que ela gera? Gera paternalismo, você começa proteger seus amigos, seus parentes. Gera informalidade, você começa a trabalhar informalmente, não com regras claras. Por que você não institui normas escritas? (isto já diminui o problema da confiança). Gera impunidade. Nós falamos muito em impunidade a nível governamental, mas nas empresas privadas também ocorrem impunidades. Cometem-se erros e não acontece nada.
Então, nesses níveis, tudo vai implicar em mudança de hábitos, você vai ter que mudar os hábitos da sua empresa para introduzir níveis de confiança aceitáveis. É imprescindível você trabalhar confiando nas pessoas, principalmente em empresas de alta competição, mesmo que mais adiante surja uma traição. Do contrário, você não consegue trabalhar, pois está sempre desconfiando de alguém.
As empresas estão competindo muito e se não houver confiança dentro delas, é possível até que um dos seus colaboradores passe para o lado do concorrente. Tenha cuidado, porque confiança passou a ser decisivo para dar sustentabilidade ao seu negócio.
Acompanhe com muito cuidado e não se precipite.
Por:. Dia Dia empresarial












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