Luís Sérgio Lico
Naturalmente estamos inclinados a conseguir o melhor. Nosso empenho assim como nosso desejo costuma ocorrer em termos máximos. Talvez, tenhamos problemas com a duração, direção e intensidade destes esforços. Com trocar os pés pelas mãos, vez ou outra… No entanto, nada que inviabilize as tentativas. Aliás, o fato é que, quase sempre, o lado negro da força não é causado pelas trevas da “falta de motivação” e, sim, por outras configurações. Em uma disposição regular de caráter, nada parece impedir nosso rumo a um objetivo, exceto se estivermos impossibilitados de nos movimentar, seja pelo risco envolvido ou pela falta de condições instrumentais. O psicológico só entra em parafuso quando já se debateu muito contra o meio ambiente hostil. A prática das organizações gera muitas invisibilidades.
Nestas topografias, ecoam hábeis palavras que solicitam mudanças e acenam com um futuro. Só que costuma haver, mais freqüentemente, o contrário: nestes cenários, os que têm maior garra, os mais perspicazes, velozes e empreendedores parecem sempre ser “freados” em suas iniciativas. Controlados baixo uma ordem de discursos, processos ou práticas. Às vezes isto é prudente, a maioria das ocasiões, não. Convenhamos que o quadro conjuntural em que existimos exige mais do que permite o atual ceticismo. Mas, isto é outro assunto e o veremos depois. Agora, sempre é a hora, quero dizer: Não existem impossibilidades comprovadas a priori, nem mesmo em situações as quais não dominemos completamente as ferramentas, processos ou os saberes. A programação original traz em suas linhas de código, duas ordens claras ao sistema: Busque 100% em tudo! Tente Novamente!
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