
por Denise Neumann
do Valor Econômico
O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, tem pela frente o desafio de arrumar R$ 320 bilhões para que o banco possa cumprir, até 2010 os compromissos assumidos como um dos principais financiadores dos dois grandes programas de desenvolvimento do atual governo - o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), focado em infra-estrutura, e o recém-lançado Programa de Desenvolvimento Produtivo (PDP), a política industrial do segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva.
O volume de recursos representa dobrar os desembolsos do banco em relação ao volume emprestado no triênio anterior (2005-2007), que somou R$ 165 bilhões. Dentro dos R$ 320 bilhões, os R$ 80 bilhões destinados a 2008 já estão quase totalmente equacionados entre os recursos tradicionais do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT), empréstimos com o Tesouro Nacional, apoio de organismos multilaterais e, talvez, a retenção de uma parte do lucro de R$ 7,3 bilhões do ano passado.











