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Você realmente deseja ser um gestor?

Muitos preferem não ter que desempenhar certos papéis destinados aos gestores: coach, motivador, influenciador, etc. Outros sim. O que é certo é que o papel do gestor traz a ele alguns privilégios, como deter poder, prestígio, de influenciar e, é claro, privilégios financeiros.

Há, no entanto, um grande grupo de executivos que demonstram um certo vazio em relação ao seu trabalho. Em parte, isso talvez ocorra porque muitos desses executivos percebam que não “nasceram” para essa função, que não têm a capacidade analítica exigida ou habilidade em lidar com pessoas. Esses profissionais hesitam quando precisam tomar decisões, não assumem uma postura de negócios quando precisam demitir pessoas ou simplesmente preferem gastar suas energias em criatividade em vez de fazer isso com tarefas gerenciais.

Algumas empresas estão dando oportunidade aos seus potenciais futuros gestores de identificar se o papel se encaixa em seus perfis, oferecendo atividades sobre o assunto. Nessas atividades, o candidato a gestor assume responsabilidades e desafios relacionados à função. Outras simplesmente abordam a questão, e ressaltam que ser gestor não é o único caminho para atingir o sucesso dentro da corporação.

De qualquer forma, as empresas também precisam pensar de forma criativa sobre como lidar com os profissionais que possuem, tudo indica, perfis para assumir o papel de gestor mas consideram a relação custo/benefício de assumí-la negativa. Muitas vezes esses executivos se sentem desconfortáveis em promover os objetivos da organização que não se assemelham aos seus valores pessoais. Ou então têm dificuldades em conciliar o desejo de se comunicar transparentemente aos seus subordinados com a forma que a situação exige. Muitos sofrem em ter que tomar decisões que atinjam negativamente um grande número de pessoas, como demissões em massa.

Quaisquer que sejam os motivos, cabe às empresas minimizar esse gap existente e viabilizar que potenciais gestores, existentes já em tão pequeno número, percebam, eles mesmos, e de forma correta, se o papel de gestor se adequada não apenas à sua competência técnica mas também às suas características e valores pessoais.

Fonte: Harvard Business Online – Março de 2008

Gestão de Paradoxos

Devia ter amado mais, ter chorado mais, ter visto o sol nascer. Devia ter arriscado mais, até errado mais, ter feito o que eu queria fazer… Devia ter complicado menos, trabalhado menos ter visto o sol se pôr… (Epitáfio – Titãs – Composição: Sérgio Britto).

Um recente estudo desenvolvido pela psicóloga Betania Tanure, professora associda da Fundação Dom Cabral e mestre convidada da Insead (França) e da London Business School, aponta: 84% dos executivos são infelizes no trabalho.

A pesquisa foi realizada com mais de mil executivos de aproximadamente 350 empresas no Brasil, e revela ainda que embora sejam bons administradores nos negócios, os executivos brasileiros são péssimos administradores de suas próprias vidas.

A pesquisa apontou ainda outros dados incrivelmente preocupantes: 58% dos executivos estão descontentes com seu ritmo excessivo de trabalho e 54% estão insatisfeitos com o tempo dedicado à vida pessoal.
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Art. 1º O exercício da profissão de Administrador implica em compromisso moral com o indivíduo, cliente, a organização e com a sociedade, impondo deveres e responsabilidades indelegáveis.


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