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Sistema S (da Era dos Serviços)- parte 2

Por José Carlos Cavalcanti

Na semana passada, argumentamos que nós estamos vivenciando uma Síndrome Macunaíma. Hoje, com mais de 80% da população já vivendo nas cidades, nós estamos nos dando conta da necessidade de evoluirmos na aquisição de novos valores e caracteres, que já não são urbano-nacionais, mas sim globais. Precisamos urgentemente formar o cidadão-global (obviamente sem perda daquilo que conforma nossa identidade cultural).

Adicionalmente, defendemos que, em primeiro lugar, infelizmente nosso sistema educacional não foi estruturado para essa necessidade! E, em segundo lugar, apontamos que uma grande parcela da responsabilidade deste hiato de qualidade no sistema educacional pode estar se concentrando na pobreza, ou cegueira cognitiva, das nossas políticas públicas. Para darmos conta deste argumento, indicamos que nossas políticas públicas, principalmente aquelas que se relacionam com o desenvolvimento do país, têm se voltado essencialmente para a Indústria, em detrimento do Setor de Serviços, que hoje é o setor que mais contribui para a agregação de valor na economia (com 63% do PIB) e aquele que mais gera empregos. Continue lendo ‘Sistema S (da Era dos Serviços)- parte 2′

Sistema S (da Era dos Serviços)

Por José Carlos Cavalcanti

Como tenho manifestado há algum tempo em palestras, em artigos, e em salas de aula, nós estamos vivendo uma Síndrome Macunaíma. De forma breve, Mário de Andrade escreveu seu “Macunaíma: o herói sem nenhum caráter” numa época (início do século XX) em que o Brasil estava saindo da fazenda e se dirigindo para as cidades. E isto implicou numa perda de valores e caracteres (rurais), e num ganho, gradual, de outros (eminentemente urbanos). Daí nosso herói sem caráter algum!

Hoje, com mais de 80% da população já vivendo nas cidades, nós estamos vivendo uma outra síndrome: a necessidade de evoluirmos na aquisição de novos valores e caracteres, que já não são urbano-nacionais, mas sim globais. Precisamos urgentemente formar o cidadão-global (obviamente sem perda daquilo que conforma nossa identidade cultural).

Infelizmente nosso sistema educacional não foi estruturado para essa necessidade! Por esta razão, hoje estamos nos dando conta que este sistema está à beira de um colapso: demos grande ênfase à quantidade/acesso (temos um ensino fundamental praticamente universalizado!), mas estamos muito aquém (pelos parâmetros internacionais) em termos de qualidade/conteúdo, em quase todos os níveis (só a pós-graduação do país é que pode ser considerada “um ponto fora da curva!”).

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