
Por José Carlos Cavalcanti
Na semana passada, argumentamos que nós estamos vivenciando uma Síndrome Macunaíma. Hoje, com mais de 80% da população já vivendo nas cidades, nós estamos nos dando conta da necessidade de evoluirmos na aquisição de novos valores e caracteres, que já não são urbano-nacionais, mas sim globais. Precisamos urgentemente formar o cidadão-global (obviamente sem perda daquilo que conforma nossa identidade cultural).
Adicionalmente, defendemos que, em primeiro lugar, infelizmente nosso sistema educacional não foi estruturado para essa necessidade! E, em segundo lugar, apontamos que uma grande parcela da responsabilidade deste hiato de qualidade no sistema educacional pode estar se concentrando na pobreza, ou cegueira cognitiva, das nossas políticas públicas. Para darmos conta deste argumento, indicamos que nossas políticas públicas, principalmente aquelas que se relacionam com o desenvolvimento do país, têm se voltado essencialmente para a Indústria, em detrimento do Setor de Serviços, que hoje é o setor que mais contribui para a agregação de valor na economia (com 63% do PIB) e aquele que mais gera empregos. Continue lendo ‘Sistema S (da Era dos Serviços)- parte 2′












